Durante muito tempo, eu acreditava que existiam três tipos de colaboradores na linha de frente, especialmente na área de vendas. Havia aquele que trabalhava exclusivamente para a empresa, vestia a camisa, mas muitas vezes ficava acomodado dentro da função. Existia também o colaborador que trabalhava para a empresa e para si mesmo, entregava resultado, mas estava sempre atento a oportunidades de crescimento. E, por fim, aquele que trabalhava apenas para ele, pensando constantemente em seus próprios ganhos e evolução.
No passado, eu enxergava esse terceiro perfil como o mais problemático. Acreditava que alguém focado demais em si poderia não estar alinhado com os interesses da empresa. Com o tempo e com a prática, percebi que estava olhando da maneira errada. Um profissional que busca crescimento pessoal, resultado e reconhecimento pode ser exatamente o que o negócio precisa, desde que exista um modelo que conecte o sucesso individual ao sucesso da organização.
Quando a empresa oferece apenas um salário fixo, a tendência é que o colaborador entregue o mínimo necessário para manter sua posição. Mas quando criamos sistemas de meritocracia, participação em resultados e possibilidade real de ganhos escaláveis, o comportamento muda. O profissional passa a enxergar que seu esforço impacta diretamente sua remuneração e seu crescimento, o que aumenta o engajamento e a performance.
Hoje eu entendo que a estratégia está em alinhar interesses. Se o colaborador cresce, a empresa cresce junto. Se ele vende mais, entrega mais e performa melhor, todos ganham. O mercado atual, impulsionado por tecnologia e modelos mais flexíveis, favorece essa lógica. Não se trata de escolher entre trabalhar para a empresa ou para si mesmo, mas de construir um ambiente onde essas duas coisas aconteçam ao mesmo tempo.
Autoria Oséias Gomes por Wmb Marketing Digital.
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